


Não há alternativas
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) protocolou um pedido de arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em 4 de janeiro de 2026, na Praia Brava, em Florianópolis. A solicitação foi feita devido à ausência de provas que sustentassem a continuidade do caso. O relatório, com 170 páginas, foi encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância, na última sexta-feira, 8 de maio.
Inicialmente, três meses após a morte do animal, o MPSC havia requerido novas diligências à Polícia Civil, mesmo após a conclusão do inquérito, indicando lacunas e inconsistências nas evidências coletadas durante a investigação. Tais medidas visavam aprofundar as provas e corrigir contradições detectadas ao longo do processo.
Após o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil havia indicado que Orelha foi vítima de agressão, levando ao indiciamento de um adolescente por suposta participação na morte do animal. Contudo, o Ministério Público não encontrou elementos suficientes que justificassem a continuidade das ações. A exumação do corpo do cão foi realizada para um novo laudo, que não conseguiu identificar a causa da morte. Embora o laudo da Polícia Científica tenha descartado fraturas no esqueleto, foi ressaltado que isso não indica a ausência de trauma cranioencefálico ou lesões em outras partes do corpo.
Durante as investigações, a Polícia Civil também afirmou que não possui imagens que comprovem as agressões sofridas pelo cão. Agora, caberá à juíza tomar a decisão final sobre o arquivamento do caso. A morte do cão Orelha foi um evento que gerou grande repercussão na comunidade local, refletindo a preocupação com a proteção dos animais e levantando questões sobre a aplicação da lei em casos de maus-tratos. A decisão do MPSC e seus desdobramentos serão aguardados com atenção pela sociedade e pelos defensores dos direitos dos animais.

Enviado a 3 meses atrás
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