


Não há alternativas
O Ministério Público de São Paulo decidiu arquivar o inquérito que investigava o atacante Willian Bigode, ex-jogador do Palmeiras, em um caso que gerou repercussão entre torcedores e colegas de profissão. A investigação, que durou três anos, surgiu a partir de uma denúncia feita por Gustavo Scarpa e Mayke, ambos também ex-atletas do Verdão, que alegaram perder mais de R$ 10 milhões em um suposto esquema de estelionato ligado a investimentos em criptomoedas.
Scarpa relatou que, a convite de Bigode, ele e Mayke investiram R$ 6,3 milhões e R$ 4,3 milhões, respectivamente, em uma empresa chamada Xland Holding Ltda, que prometia retornos altíssimos, de 3,5% a 5% ao mês. Segundo os depoimentos, o dinheiro não foi devolvido, levando os jogadores a denunciarem o caso às autoridades.
O Ministério Público esclareceu que Bigode e sua sócia, Camila De Biasi, atuaram como intermediários em um que parecia ser um “esquema de pirâmide”. No entanto, os investigadores concluíram que ambos não tinham conhecimento de que estavam lidando com uma fraude financeira e, na verdade, também acabaram sendo vítimas, perdendo dinheiro no negócio.
A decisão de arquivar o inquérito gera questionamentos sobre os impactos que casos como esse podem ter na vida dos envolvidos, especialmente em um ano em que a atenção do futebol brasileiro se volta para a Copa do Mundo de 2026. Por mais complicado que seja o contexto, a repercussão desse episódio é um lembrete da cautela necessária ao lidar com investimentos, segunda a opinião de muitos especialistas. Para os torcedores e fãs de futebol, essa história é mais um capítulo na relação entre esportistas e o mercado financeiro, que frequentemente traz surpresas e riscos.

Enviado a 3 meses atrás
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