


Não há alternativas
Uma mulher denunciou uma falha no procedimento de coleta do exame toxicológico obrigatório para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em um laboratório de Sapé, na Zona da Mata da Paraíba. O caso ocorreu no sábado, 11 de julho, e ganhou repercussão após a vítima, Ana Karolina, relatar nas redes sociais que teve parte da cabeça raspada de forma inadequada durante o exame.
Desde maio de 2026, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) exige que candidatos à primeira habilitação apresentem resultado negativo em exame toxicológico, que analisa o consumo de substâncias ilícitas. Ana Karolina contou que, no laboratório onde realizou o teste, a coleta do material capilar foi feita de maneira incorreta, com a retirada de duas grandes mechas de cabelo — uma na parte central da cabeça e outra na lateral — causando dor e impacto em sua autoestima.
Segundo o relato da candidata, a coleta deveria ser feita apenas uma vez, mas precisou ser repetida porque um dos envelopes usados para armazenar a amostra foi rasgado. A profissional responsável chegou a tentar retirar uma terceira mecha, alegando que a amostra anterior não seria válida. Ana Karolina questionou a necessidade da nova coleta e sugeriu que o envelope danificado fosse substituído, o que foi aceito após sua insistência.
Após o procedimento, a mulher percebeu a extensão da área raspada e classificou a coleta como desnecessária e agressiva. Ela também afirmou que sentiu dor durante o processo, que foi registrado em vídeo. A profissional orientou que Ana mantivesse o cabelo preso para disfarçar a região afetada pela retirada do material.
O laboratório responsável pela coleta divulgou uma nota pública reconhecendo a falha no procedimento após apuração interna. A empresa afirmou que o ocorrido não condiz com seus valores e pediu desculpas pelo transtorno causado. Além disso, informou que entrou em contato com Ana Karolina para oferecer assistência.
O caso evidencia desafios na implementação do exame toxicológico para a CNH, que tem gerado dúvidas e reclamações em diferentes regiões do país desde sua obrigatoriedade. A situação também levanta questionamentos sobre a padronização dos procedimentos e o treinamento dos profissionais envolvidos na coleta, aspectos fundamentais para garantir a segurança e o respeito aos candidatos.
A repercussão do episódio em Sapé reforça a importância de fiscalização rigorosa e protocolos claros para evitar constrangimentos e danos físicos durante exames que integram processos administrativos essenciais, como a obtenção da habilitação. O desdobramento do caso ainda depende de novas apurações e eventuais posicionamentos das autoridades de trânsito e órgãos de defesa do consumidor.

Enviado a 2 semanas atrás
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