


Não há alternativas
A estrutura conhecida como “passarela do apartheid” foi novamente montada no circuito Barra-Ondina, em Salvador, às vésperas do Carnaval de 2026. A instalação, que liga o Morro do Ipiranga ao Camarote Glamour, volta a gerar controvérsias, uma vez que um processo judicial relacionado à sua utilização ainda não teve uma decisão final.
A passarela foi criada para facilitar o acesso de foliões a áreas exclusivas, mas no ano anterior enfrentou uma grande rejeição pública, sendo criticada por simbolizar a segregação entre os participantes das festividades e aqueles que frequentam espaços privados. Durante o Carnaval de 2025, a Justiça chegou a interditar a estrutura, mas sua liberação ocorreu após a apresentação de laudos técnicos que atestaram sua segurança.
Os organizadores do Camarote Glamour, por meio de nota, defendem que a passarela representa um acesso alternativo e que não faz uso de recursos públicos. Eles afirmam que sua utilização depende da autorização dos órgãos responsáveis e que pode estar sujeita a restrições, podendo inclusive não ser liberada durante a festividade.
Esse novo episódio em torno da montanha da passarela deve reacender o debate sobre a inclusão e a acessibilidade nos eventos públicos. A presença dessa estrutura no Carnaval de 2026 irá refletir, mais uma vez, as tensões sociais em um dos principais eventos culturais do Brasil, impactando a percepção do público em relação à igualdade e à segregação durante as celebrações.

Enviado a 5 meses atrás
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