


Não há alternativas
A taxa de participação feminina no mercado de trabalho brasileiro permanece estagnada em 53%, de acordo com análise recente do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre). Os dados indicam que metade das mulheres em idade ativa não está ocupada nem à procura de emprego, enquanto a taxa entre os homens é significativamente mais alta, alcançando 72% em 2025.
O levantamento revela que as razões que afastam as mulheres do mercado de trabalho estão intimamente ligadas às responsabilidades familiares. Uma em cada três mulheres citou o cuidado com filhos, idosos ou atividades domésticas como a principal barreira para sua inserção profissional. Em contraste, apenas 3% dos homens apontaram essas obrigações como justificativa para a falta de emprego.
De acordo com Isabela Duarte Kelly, economista responsável pelo estudo, a ausência de políticas públicas de apoio, como creches e escolas em tempo integral, e a desigualdade salarial são fatores cruciais que dificultam a participação das mulheres, especialmente aquelas que são chefe de família.
A situação ilustra um desafio persistente na busca pela equidade de gênero no Brasil, destacando a necessidade urgente de ações eficazes para promover a inclusão feminina no mercado de trabalho. A evolução retardada da participação das mulheres no ambiente profissional continua a impactar não apenas sua autonomia financeira, mas também o desenvolvimento econômico mais amplo do país.

Enviado a 2 meses atrás
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