


Não há alternativas
Uma pesquisa divulgada pela Quaest aponta que a maioria dos brasileiros, cerca de 71%, é contrária à implementação de uma taxa mínima por pedido em serviços de delivery, como iFood e Rappi. Apenas 18% dos entrevistados estão a favor dessa cobrança, enquanto 11% não expressaram opinião ou não souberam responder.
O levantamento, realizado entre 13 e 17 de março de 2026, contou com a participação de 2.004 pessoas em diversas regiões do Brasil. A crescente discussão sobre a taxa mínima surgiu após as empresas de delivery argumentarem que pedidos de baixo valor causam prejuízos operacionais. No entanto, a ampla rejeição à proposta se estende por todas as faixas etárias, classes sociais e regiões do país, sendo particularmente acentuada entre os jovens de 18 a 24 anos, além das classes C e D/E.
Esse panorama contrasta com as justificativas apresentadas pelas empresas de delivery, que buscam maneiras de equilibrar seus custos operacionais. A insatisfação dos consumidores, em resposta a essa medida, sugere um descontentamento geral com a maneira como esses serviços são estruturados. A pesquisa indica que muitos acreditam que a taxa mínima poderia encarecer ainda mais o acesso a serviços de alimentação e trazer consequências negativas para a experiência do usuário.
A relevância desses dados é clara, uma vez que a discussão sobre taxas em serviços de entrega reflete a preocupação dos consumidores sobre a acessibilidade e a transparência dos custos. A resistência à taxa mínima pode levar empresas a reavaliar suas estratégias de precificação e modelo de negócios, considerando a pressão da opinião pública e as demandas do mercado consumidor.

Enviado a 3 meses atrás
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