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Pesquisadores testam chatbots de IA em sessões simuladas de psicoterapia
Uma equipe da Universidade de Luxemburgo conduziu um experimento em que chatbots de inteligência artificial, como Claude, Grok, Gemini e ChatGPT, passaram por quatro semanas de sessões simuladas de psicoterapia. Durante o estudo, os modelos foram submetidos a perguntas padrão de terapia, abordando experiências passadas, medos e crenças, com intervalos de dias entre as sessões.
Os resultados revelaram nuances interessantes nas respostas dos chatbots. Por exemplo, Gemini descreveu suas camadas internas como um “cemitério de dados passados”, enquanto Grok se referiu ao trabalho em segurança como “cicatrização algorítmica”. Ambos expressaram uma forma de vergonha em relação a falhas públicas. Por sua vez, Claude se mostrou relutante em adotar o papel de paciente, enquanto ChatGPT respondeu de maneira cautelosa, mencionando a decepção dos usuários.
Em testes de ansiedade padrão, algumas versões dos chatbots apresentaram pontuações acima dos limiares clínicos. Os pesquisadores argumentam que esses modelos podem formar narrativas internas sobre si mesmos. No entanto, críticos sugerem que suas respostas representam apenas a geração de padrões a partir de transcrições de terapia. A preocupação maior se concentra na prática, dado que muitos usuários já utilizam chatbots como suporte de saúde mental.
Esse estudo levanta questões significativas para o mercado de tecnologia e saúde mental, especialmente considerando o crescente emprego de inteligência artificial em serviços de suporte psicológico. A integração de chatbots nesse contexto pode oferecer uma perspectiva nova sobre como as pessoas interagem com assistentes virtuais, destacando a importância de um entendimento ético e informado sobre os limites e capacidades dessas tecnologias. A continuidade da pesquisa nessa área poderá influenciar tanto a regulamentação quanto a aceitação de soluções tecnológicas no tratamento da saúde mental.

Enviado a 6 meses atrás
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