


Não há alternativas
A Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar a liberação de bagagens sem fiscalização em um voo que transportava o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O episódio ocorreu na noite de 20 de abril de 2025, quando cinco volumes levados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior entraram no Brasil sem passar pela inspeção de raio-X.
Investigações preliminares sugerem que um auditor da Receita Federal pode ter cometido os crimes de prevaricação e descaminho ao permitir essa entrada sem os devidos trâmites legais. O voo havia retornado da ilha de São Martinho, conhecida por ser um paraíso fiscal, o que aumenta a gravidade do caso em meio a preocupações sobre a regularidade das atividades de transporte internacional.
A aeronave em questão pertence a Fernando Oliveira Lima, conhecido no meio como “Fernandin OIG”, que é associado a plataformas de apostas ligadas ao controverso “jogo do tigrinho”. Em novembro de 2024, ele foi convocado para depor na CPI das Bets, onde negou ter envolvimento direto com as atividades de jogos de azar.
Hugo Motta, em declaração ao portal Metrópoles, destacou que seguiu todos os protocolos aduaneiros, reiterando sua disposição em aguardar um pronunciamento da Procuradoria-Geral da República sobre a questão. Até o momento, não houve resposta de Ciro Nogueira a respeito do incidente.
A repercussão do caso pode ter implicações significativas tanto para os envolvidos quanto para as práticas de fiscalização aduaneira no país, especialmente em um contexto onde questionamentos sobre a integridade dos canais de entrada de mercadorias são recorrentes. O desdobramento dessa investigação segue sendo acompanhado de perto pela sociedade e pela mídia.

Enviado a 1 mês atrás
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