


Não há alternativas
A Polícia Federal do Brasil devolveu, nesta segunda-feira (27 de abril de 2026), as credenciais de trabalho de um agente do governo dos Estados Unidos que atuava na sede da corporação em Brasília. A medida encerra um período de tensões diplomáticas entre os dois países, que se intensificaram após a expulsão do delegado brasileiro Marcelo Ivo, em uma ação que envolveu questões de reciprocidade.
O agente norte-americano teve seu acesso suspenso na semana anterior, em resposta à decisão do governo de Donald Trump de expulsar Ivo. O delegado brasileiro foi alvo de uma operação que resultou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em território norte-americano. Sem as credenciais, o funcionário dos EUA ficou impossibilitado de acessar não apenas a sede da PF, mas também bases de dados essenciais para a cooperação entre os dois países.
Além dele, um segundo funcionário dos Estados Unidos também foi impactado pela suspensão do acesso, embora o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não tenha confirmado se as credenciais desse segundo agente foram restabelecidas. O incidente se relaciona diretamente à detenção de Ramagem, que é buscado pela Justiça brasileira e enfrentava um pedido de extradição. Enquanto a PF brasileira afirma que a prisão ocorreu no âmbito da cooperação internacional, as autoridades dos EUA sustentam que a abordagem tratava de questões migratórias.
Ramagem foi liberado após dois dias, sem aviso prévio ao Brasil, e permanecerá nos Estados Unidos enquanto aguarda a análise de um pedido de asilo. A expulsão de Ivo provocou uma deterioração nas relações bilaterais, com o Departamento de Estado dos EUA acusando o delegado brasileiro de tentar “manipular o sistema de imigração”. Esse episódio marca mais um capítulo complicado na colaboração entre os dois países em questões de segurança e justiça.

Enviado a 2 meses atrás
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