


Não há alternativas
Um policial militar foi filmado agredindo e ameaçando um adolescente de 16 anos dentro de uma loja de autopeças em Catalão, Goiás, na manhã de 16 de abril. Nas imagens registradas, o PM entra no estabelecimento, empurra o jovem contra a parede, desfere tapas no rosto, o derruba no chão e aponta uma arma enquanto profere ameaças de morte, dizendo frases como “Você tem que morrer” e “Se você olhar para mim de novo, na sua vida, eu vou te matar”. O policial justificou a agressão alegando que o adolescente estaria “encarando” a polícia, o que foi negado pelo próprio jovem, que afirmou ter ido apenas para trabalhar e não ter provocado o agente.
A mãe do adolescente relatou que o filho sofreu ferimentos no rosto e machucou a costela durante a abordagem violenta. O caso gerou repercussão local e levou à detenção do policial no 18º Batalhão da Polícia Militar de Goiás. Após a conclusão do flagrante, o PM foi encaminhado ao Presídio Militar, mas acabou sendo liberado mediante o pagamento de uma fiança no valor de R$ 3 mil.
A Polícia Militar de Goiás divulgou nota informando que tomou as providências legais, administrativas e disciplinares cabíveis diante do episódio, ressaltando que não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes. A corporação afirmou ainda que o caso está sendo acompanhado para garantir a apuração completa dos fatos.
O episódio reacende o debate sobre o uso da força por agentes de segurança pública e a necessidade de protocolos rigorosos para evitar abusos, especialmente contra adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade. A situação segue em desenvolvimento, com investigações em curso para esclarecer todas as circunstâncias da agressão e definir as responsabilidades.
A repercussão do caso em Catalão e no estado de Goiás destaca a importância do controle e da transparência nas ações policiais, além de reforçar a atenção às garantias dos direitos humanos no exercício da segurança pública. A continuidade do processo poderá trazer desdobramentos relevantes para a Polícia Militar e para a comunidade local.

Enviado a 3 dias atrás
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