


Não há alternativas
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou que o megashow gratuito na Avenida Paulista, inicialmente previsto para 2026, deve ser adiado para o ano seguinte. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (12), após constatar que os artistas internacionais cotados para o evento, como Coldplay, U2 e Bruno Mars, não possuem disponibilidade em suas agendas para este semestre. Segundo Nunes, a realização de um espetáculo dessa magnitude exige um planejamento detalhado e alinhamento com a agenda dos grandes nomes da música, o que dificulta a concretização do show ainda neste ano.
A declaração do prefeito ocorre logo após o Conselho Superior do Ministério Público confirmar a autorização para a realização de dois eventos gratuitos anuais na Avenida Paulista, com a condição de que cada evento seja fiscalizado individualmente. Essa decisão revogou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) vigente desde 2007, que limitava a realização de grandes eventos na via, abrindo espaço para iniciativas culturais de maior porte.
Ricardo Nunes destacou a importância dos megashows para o turismo e a economia local, citando como referência eventos realizados no Rio de Janeiro com artistas como Madonna e Lady Gaga, que atraíram grande público e geraram impacto positivo para o comércio e serviços da cidade. O prefeito afirmou que as negociações com a produtora Live Nation serão retomadas em breve para definir uma nova data para o evento, reforçando o compromisso da gestão municipal em promover atrações culturais de relevância internacional.
A expectativa é que o adiamento permita uma organização mais estruturada, garantindo a presença dos artistas desejados e a infraestrutura necessária para receber o público com segurança e conforto. A realização do megashow na Avenida Paulista representa uma estratégia para consolidar São Paulo como um polo cultural e turístico, ampliando a oferta de eventos gratuitos de grande porte na cidade.
O caso segue em desenvolvimento, com a prefeitura e os organizadores trabalhando para viabilizar o espetáculo em 2027, quando as condições logísticas e contratuais possam estar mais favoráveis. A decisão reforça a busca por um equilíbrio entre a promoção cultural e a gestão responsável dos espaços públicos, considerando o impacto dos eventos na rotina da capital paulista.

Enviado a 40 segundos atrás
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