


Não há alternativas
Sam Rosenberg, crítico da revista Paste Magazine, avaliou o álbum “petal”, da cantora Ariana Grande, atribuindo-lhe uma nota 50, indicando uma recepção crítica morna. Segundo Rosenberg, o disco carece de um núcleo emocional sólido, apresentando temas genéricos sobre o rompimento de vínculos negativos, sejam eles amorosos, profissionais ou de outras naturezas. Essas mensagens, segundo o crítico, parecem dispersas dentro da produção musical caracterizada por uma sonoridade “aquática”, assinada pelos produtores Martin e Salmanzadeh.
O analista destacou que, embora os trabalhos anteriores de Ariana Grande, como “Positions” e “Eternal Sunshine”, também tivessem suas falhas, eles apresentavam conceitos mais definidos e coesos. Em contraste, “petal” adota uma estrutura mais solta e despojada, alinhada a uma tendência contemporânea entre artistas pop de lançar álbuns desconstruídos, buscando revelar uma faceta mais crua e autêntica de si mesmos.
No entanto, Rosenberg aponta que, apesar dessa intenção, o álbum não alcança o impacto desejado, sendo considerado insosso e anêmico em sua execução. Ele ressalta que, embora “petal” não seja tão autoindulgente quanto o trabalho anterior da artista, “The Tortured Poets Department”, o resultado final deixa a desejar em termos de envolvimento emocional e força conceitual.
Essa avaliação reflete um debate mais amplo sobre a direção artística de Ariana Grande em seus lançamentos recentes, que têm buscado experimentar formatos e sonoridades diferentes, mas que nem sempre encontram consenso entre críticos e público. A repercussão do álbum “petal” segue em desenvolvimento, com análises que apontam para uma fase de transição na carreira da cantora, marcada por tentativas de renovação estética e temática.

Enviado a 53 minutos atrás
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