


Não há alternativas
Seis dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil foram alvos de um levantamento da Folha, que revela a recebimento de verbas acima do teto salarial de R$ 46,3 mil durante o desempenho de suas funções na Corte. O total de recursos recebidos por esses ministros, apenas em adicionais—em grande parte retroativos e honorários de sucumbência—soma impressionantes R$ 2,8 milhões desde 2019.
O ministro Alexandre de Moraes se destaca nesse cenário ao ter recebido mais de R$ 1 milhão líquido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entre 2019 e 2026, consolidando sua posição como o maior beneficiário. Gilmar Mendes vem em seguida, com um montante superior a R$ 880 mil recebido do Ministério Público Federal (MPF). Outros ministros também se destacam: Kassio Nunes Marques teve um acréscimo de mais de R$ 277 mil vindo do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em novembro de 2020, enquanto André Mendonça soma R$ 175,3 mil em valores recebidos desde janeiro de 2022, incluindo R$ 154,8 mil apenas em janeiro de 2025. Flávio Dino, por sua vez, acumulou R$ 30 mil em dezembro de 2024 e R$ 106 mil em dezembro de 2020.
Esses dados levantam questões sobre a ética e a transparência das verbas recebidas pelos integrantes do STF, especialmente em um contexto onde o controle de gastos públicos e a responsabilidade fiscal são temas recorrentes nas discussões políticas atuais. A repercussão do levantamento pode contribuir para um aprofundamento das investigações e análises sobre a atuação e a remuneração dos ministros da Corte, refletindo sobre o impacto dessa situação no cenário político e jurídico do país.

Enviado a 3 meses atrás
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