


Não há alternativas
A seleção brasileira fez nesta segunda-feira, 15 de junho, o primeiro treino sob comando de Carlo Ancelotti em Morristown, nos Estados Unidos, já de olho no duelo com o Haiti, marcado para sexta-feira, 19 de junho, na Filadélfia.
A atividade marcou a retomada dos trabalhos depois da estreia da equipe na Copa do Mundo de 2026 e serviu para iniciar a preparação específica para a segunda partida da fase de grupos. O Brasil está no Grupo C e ainda enfrenta a Escócia no dia 24 de junho, em Miami.
Neymar segue fora das atividades com bola por causa de uma lesão na panturrilha. A situação do atacante já vinha sendo tratada com cautela pela comissão técnica, e a expectativa é de que ele avance na recuperação ao longo da semana, caso responda bem ao tratamento. O jogador é uma das principais referências do elenco e sua condição física é acompanhada de perto desde a convocação.
Além de Neymar, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães e Raphinha foram poupados do treino por controle de carga. A decisão faz parte do planejamento da comissão técnica para evitar desgaste excessivo em uma sequência curta de jogos, com pouco tempo entre uma partida e outra. Em torneios desse tipo, a gestão física costuma ser um dos pontos centrais da preparação, especialmente quando há atletas que chegam com histórico recente de esforço intenso.
O treino em Morristown também teve valor simbólico para Ancelotti, que assumiu a Seleção em meio à disputa do Mundial e passou a comandar o grupo em um momento decisivo da competição. A comissão técnica tenta ajustar rapidamente a equipe, equilibrando recuperação, observação tática e definição da formação ideal para enfrentar adversários com perfis diferentes na fase de grupos.
O confronto com o Haiti ganhou peso dentro da campanha brasileira porque pode influenciar diretamente a situação da Seleção na tabela. Uma vitória deixaria o time em posição mais confortável para a rodada final contra a Escócia, enquanto qualquer tropeço aumentaria a pressão sobre o último jogo da chave. Por isso, a preparação desta semana é tratada como etapa importante para consolidar a equipe e reduzir riscos físicos.
Nos bastidores, a principal atenção segue voltada para a condição de Neymar. A presença ou ausência do atacante muda não apenas o desenho ofensivo do Brasil, mas também a forma como a equipe se comporta na criação das jogadas e na bola parada. Mesmo sem treinar normalmente, ele continua integrado ao ambiente da Seleção e é monitorado diariamente pela equipe médica.
A tendência é que os próximos dias sejam usados para avaliar a evolução dos jogadores poupados e definir quem terá condições de ir a campo contra o Haiti. Em competições curtas, esse tipo de decisão costuma ser tomada com base em resposta clínica, desempenho nos treinos e risco de agravamento de lesões.
Para o Brasil, o desafio agora é transformar a estreia da preparação em consistência dentro de campo. O primeiro treino com Ancelotti abriu a semana de trabalho com foco total no próximo compromisso, em um momento em que cada detalhe pode pesar na caminhada da equipe no Mundial.

Enviado a 1 dia atrás
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