


Não há alternativas
O Plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2026, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com 42 votos contrários e 34 a favor, esta decisão marca um momento inédito na história política do Brasil, uma vez que é a primeira vez desde 1894 que uma indicação presidencial para o STF é vetada pelos senadores.
A votação, que ocorreu de forma secreta, exigia que o indicado obtivesse o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores para garantir sua nomeação. A rejeição de Messias constitui um revés significativo para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que agora se vê na necessidade de apresentar um novo nome para preencher a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
Durante seu mandato, Lula já havia realizado duas indicações anteriores ao STF, com Cristiano Zanin e Flávio Dino tendo conseguido assumir seus cargos. O processo de seleção e aprovação para o STF é sempre acompanhado de perto, dado o impacto que as decisões da Corte têm sobre a política e a sociedade brasileiras.
A rejeição de Jorge Messias abre um novo capítulo no cenário político, levantando questionamentos sobre a relação entre o governo e o Senado, além de instigar discussões sobre a próxima indicação. O episódio também destaca as dinâmicas de poder em Brasília e poderá influenciar futuras escolhas para o judiciário.
Com esta situação, o cenário político brasileiro se mantém em constante evolução, e a expectativa agora é para que o presidente Lula apresente um novo candidato que possa atender às exigências e, ao mesmo tempo, conquistar o apoio necessário no Senado.

Enviado a 3 meses atrás
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