


Não há alternativas
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em uma reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira, que o ministro Marco Buzzi não será afastado de suas funções, apesar das acusações de assédio sexual feitas por uma jovem de 18 anos. A decisão foi motivada pela intenção do próprio ministro de se licenciar por motivos de saúde, apresentando um atestado médico.
Durante a reunião, os membros da Corte debateram a possibilidade do afastamento de Buzzi, mas concluíram que esse passo não seria necessário neste momento. De acordo com os relatos, a manutenção do ministro em atividade poderia criar uma “situação constrangedora” durante os julgamentos. A decisão, portanto, incluiu a abertura de uma investigação interna para apurar as acusações.
As denúncias contra Buzzi surgiram em razão de um incidente que teria ocorrido em janeiro, em Balneário Camboriú. A jovem, que é filha de amigos do ministro, relatou que durante um banho de mar, Buzzi tentou agarrá-la três vezes. Buzzi refutou as acusações, afirmando ter ficado “surpreendido” com as insinuações e negando qualquer ato impróprio.
Este caso destaca um momento delicado para o STJ e levanta questões significativas sobre a conduta de membros do Judiciário, especialmente em relação a abusos de poder e assédio. A ocorrência de uma investigação interna poderá trazer mais clareza ao caso e suas possíveis repercussões para a imagem da Corte e a confiança do público nas instituições judiciais.

Enviado a 4 meses atrás
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