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A vacina contra o HPV zerou as mortes por câncer de colo do útero entre mulheres de 20 a 24 anos na Inglaterra, segundo um estudo publicado na revista The Lancet. A pesquisa analisou o período entre 2020 e 2024 e indica que, sem a imunização, 23 mulheres dessa faixa etária teriam morrido no intervalo. O resultado reforça o impacto da vacinação em uma doença que, em grande parte dos casos, está associada ao papilomavírus humano.
De acordo com o estudo, a queda nas mortes começou após a introdução da vacina em 2008 para meninas e, mais tarde, em 2019, para meninos. Antes disso, entre 2000 e 2004, a Inglaterra registrava 25 óbitos nessa faixa etária. Nos anos mais recentes, o número caiu para zero, o que os pesquisadores tratam como um sinal claro da efetividade da estratégia de imunização adotada no país.
A publicação também aponta que a vacinação já teria evitado cerca de 200 mortes na Inglaterra. O HPV é considerado responsável por quase todos os casos de câncer cervical no mundo, doença que provoca cerca de 350 mil mortes por ano. Por isso, os dados ingleses são vistos como um exemplo importante do que a cobertura vacinal pode representar na prevenção de casos graves e de mortes evitáveis.
No Brasil, a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde desde 2014. Apesar disso, a cobertura ainda preocupa. Segundo o conteúdo base, 26,4% das adolescentes não receberam nenhuma dose, o que mantém o desafio de ampliar a proteção e reduzir o risco de doenças associadas ao vírus no futuro.
O cenário reforça a importância da vacinação como política de saúde pública, especialmente em países onde a adesão ainda está abaixo do ideal. Embora os números da Inglaterra mostrem um avanço expressivo, especialistas costumam lembrar que o efeito da imunização depende de cobertura ampla e continuidade das campanhas, para que a proteção coletiva seja mantida ao longo do tempo.
Para o Brasil, a atualização serve como um alerta e também como um indicativo de oportunidade. Com a vacina já incorporada ao SUS, o principal desafio segue sendo ampliar o acesso à informação e aumentar a adesão entre adolescentes, de modo a reduzir a circulação do vírus e o impacto do câncer de colo do útero nas próximas décadas.

Enviado a 1 semana atrás
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