


Não há alternativas
O plano de recuperação judicial do Vasco foi aprovado na noite anterior, gerando um intenso debate entre os credores. A proposta original do clube prevê um desconto significativo de 92% para dívidas superiores a R$ 1,5 milhão, permitindo que o clube pague apenas 8% do total devido ao longo de 10 anos. Esse ponto controverso causou interrupções na assembleia, que durou mais de seis horas, e gerou descontentamento entre os credores.
Após muitas discussões, surgiram duas opções de acordo para a classe trabalhista, que exclui empresários: os credores poderiam optar por receber R$ 1,5 milhão em até 8 anos ou R$ 5 milhões em um período de 12 anos. Um exemplo disso é o técnico Dorival Júnior, que tinha uma dívida de aproximadamente R$ 12 milhões e aceitou a proposta de R$ 5 milhões em 12 anos.
É importante destacar que os empresários não estão cobertos por esse acordo. O agente Carlos Leite, por exemplo, terá um desconto de 92%, pois não integra a classe trabalhista.
Alguns pontos adicionais do plano incluem:
– Pagamentos de até R$ 200 milhões distribuídos ao longo de 19 anos.
– Descontos médios variando entre 60% e 90%, dependendo da categoria dos credores.
– Prioridade para trabalhistas e credores vinculados à CBF/FIFA, a fim de evitar penalidades como restrições de transferências.
– Criação de mecanismos que possibilitem a antecipação de pagamentos, caso novas receitas sejam obtidas.
– Garantia da proteção das operações e continuidade das atividades do Vasco SAF.
Esses detalhes refletem a complexidade e os desafios que o clube enfrenta em sua reestruturação financeira.

Enviado a 10 meses atrás
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