


Não há alternativas
O Brasil apresentou avanços significativos nos indicadores de segurança alimentar, conforme aponta relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (21). O país permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo, alcançando o menor índice já registrado de pessoas em situação de insegurança alimentar severa, que chegou a 0,6%.
De acordo com o documento da ONU, entre 2023 e 2025, cerca de 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa. Além disso, o país manteve a proporção de população em risco de subalimentação abaixo de 2,5%, consolidando uma trajetória de melhora após períodos anteriores em que voltou a figurar no Mapa da Fome.
O Mapa da Fome é um indicador global que monitora a prevalência da fome e da insegurança alimentar em diferentes países, servindo como referência para políticas públicas e ações internacionais. A saída do Brasil dessa lista reflete esforços em áreas como produção agrícola, programas sociais e políticas de combate à pobreza, embora o cenário ainda exija atenção para garantir a ampliação do acesso a alimentos de qualidade para toda a população.
Especialistas destacam que a redução da insegurança alimentar severa no Brasil está ligada a uma combinação de fatores, incluindo a retomada do crescimento econômico, a ampliação de programas de transferência de renda e iniciativas voltadas para a agricultura familiar. No entanto, o relatório da ONU também ressalta a necessidade de manter e fortalecer essas políticas para evitar retrocessos, especialmente diante de desafios como a inflação dos alimentos e as mudanças climáticas que impactam a produção agrícola.
A manutenção do Brasil fora do Mapa da Fome em 2026 representa um avanço importante no combate à fome no país, mas o relatório indica que a segurança alimentar ainda é uma questão que demanda monitoramento constante e ações coordenadas entre governo, setor privado e sociedade civil. O cenário global de insegurança alimentar, agravado por conflitos e crises econômicas em outras regiões, reforça a importância de políticas eficazes para garantir o direito à alimentação adequada no Brasil e no mundo.

Enviado a 7 horas atrás
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