


Não há alternativas
A Polícia Civil do Amazonas confirmou nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, que o vídeo apresentado pela defesa da médica Juliana Brasil foi adulterado. A gravação tinha como objetivo provar que um suposto erro no sistema do hospital teria alterado a via de administração da adrenalina aplicada em Benício, um menino de 6 anos que faleceu após receber a medicação intravenosa. A perícia técnica, no entanto, não encontrou qualquer falha nos equipamentos, o que agora classifica o caso como um crime de fraude processual.
No desenrolar da investigação, novas figuras surgiram, incluindo Geovana Brasil, irmã de Juliana, e uma médica identificada apenas como Luisa. Geovana compareceu à delegacia para prestar depoimento, mas optou por não se manifestar. Por outro lado, Luisa negou qualquer envolvimento, afirmando que suas participações em mensagens no grupo eram meras “conjecturas”. A polícia está avaliando se ambas colaboraram na edição do vídeo com a intenção de evitar a prisão de Juliana, que já havia sido alvo de investigações no ano passado.
As implicações desse desdobramento são significativas, não apenas para o caso em questão, mas também para a credibilidade das evidências apresentadas em processos judiciais, levantando questões sobre a integridade do material utilizado na defesa. A investigação segue em andamento, com a polícia aprofundando seus esforços para esclarecer todos os detalhes da situação e qualquer possível extensão da fraude.

Enviado a 2 meses atrás
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