


Não há alternativas
Eduardo Bolsonaro declarou apoio à deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, em uma movimentação que reforça as articulações internas da direita em torno da composição eleitoral. A manifestação foi feita em publicação no X na quarta-feira, dia 10, e colocou a parlamentar catarinense ainda mais no centro das especulações sobre a formação da chapa.
Na mensagem, Eduardo Bolsonaro afirmou que Júlia Zanatta estaria “à altura do cargo”, citando a lealdade da deputada, as pautas que ela defende no Congresso e a reação da esquerda à possibilidade de seu nome ser escolhido. A fala foi interpretada como um gesto de endosso público dentro do campo bolsonarista, em um momento em que o grupo busca consolidar nomes para a disputa ao Planalto.
O nome de Júlia Zanatta passou a circular com mais força entre apoiadores da direita depois que Flávio Bolsonaro disse, em maio, que preferia uma mulher como vice. A própria deputada respondeu à publicação de Eduardo com a frase “O negócio tá tomando corpo”, sinalizando que a hipótese ganhou tração política entre aliados.
Outro nome citado como possível vice é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro. Flávio já afirmou que tê-la como vice seria o “sonho de consumo de todo mundo”, o que mostra que a definição ainda está em fase de articulação e depende de costuras políticas mais amplas.
Tanto Júlia Zanatta quanto Tereza Cristina são vistas como figuras alinhadas a pautas que Flávio Bolsonaro costuma defender, especialmente nas áreas de política criminal e reforma do Judiciário. Esse perfil ajuda a explicar por que os dois nomes aparecem com frequência nas conversas sobre a chapa, embora não haja anúncio oficial sobre a escolha.
A movimentação ocorre em um ambiente de disputa por espaço e influência dentro da direita, com lideranças tentando medir o peso eleitoral de cada nome e o impacto que a escolha de uma vice pode ter na campanha. Por enquanto, o cenário segue em construção, e as declarações públicas funcionam mais como sinalização política do que como definição fechada.

Enviado a 1 mês atrás
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