


Não há alternativas
Francois Rochon, investidor canadense, construiu uma trajetória de mais de 30 anos de desempenho acima do mercado seguindo uma regra simples: comprar negócios de alta qualidade por preços razoáveis e manter as posições por muito tempo. A lógica, segundo o conteúdo base, combina disciplina financeira, análise do negócio e foco no valor de longo prazo.
O método de Rochon começa pela saúde financeira da companhia. Ele busca empresas com retorno sobre o patrimônio acima de 15%, crescimento anual de lucro por ação superior a 10% e relação entre dívida e lucro abaixo de 4. Na prática, isso significa priorizar negócios lucrativos, em expansão e com menor dependência de endividamento excessivo para crescer.
Depois dessa triagem, o investidor olha para a força competitiva da empresa. Rochon prefere líderes de mercado com vantagem clara sobre concorrentes e com produtos ou serviços que continuam sendo usados mesmo quando a economia desacelera. Esse tipo de perfil tende a reduzir a volatilidade dos resultados ao longo do tempo, algo importante para quem pensa em carregar uma ação por anos.
A avaliação da gestão também pesa na decisão. Rochon favorece companhias em que executivos têm participação relevante no negócio e demonstram boa alocação de capital, incluindo aquisições sensatas e foco em criação de valor no longo prazo, em vez de expansão sem critério. O filtro final é o preço: ele estima quanto a empresa pode valer em cinco anos e tenta comprá-la por cerca de metade desse valor futuro, buscando margem de segurança e retorno anual em torno de 15%.
A carteira atual do investidor reflete essa filosofia e inclui Berkshire Hathaway, Ametek, Markel, Alphabet, CarMax, Five Below, HEICO, Visa e Meta. O conjunto mostra preferência por companhias consolidadas, com marcas fortes, geração de caixa e histórico de execução consistente, um recorte que continua relevante para investidores que buscam estratégia disciplinada em vez de apostas de curto prazo.

Enviado a 1 mês atrás
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