


Não há alternativas
Uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Bauru, São Paulo, foi afastada de suas funções após declarar a morte de uma mulher de 29 anos, que havia sido atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros no último domingo, 18 de janeiro de 2026. A decisão foi tomada depois que, minutos após a declaração de óbito, um médico da concessionária que opera na rodovia percebeu que a vítima ainda apresentava sinais vitais e imediatamente iniciou medidas de reanimação.
Após a avaliação inicial de um membro da equipe médica do Samu, o corpo da mulher foi colocado no acostamento da rodovia e coberto com uma manta térmica, um procedimento que geralmente é adotado em casos de falecimento. No entanto, a providência foi questionada quando um médico da concessionária, que passava pelo local, detectou que a mulher ainda estava viva e a encaminhou para atendimento no Pronto-Socorro Central de Bauru, antes de ser transferida para o Hospital de Base, onde se encontra em estado grave.
Em resposta ao incidente, a Secretaria de Saúde de Bauru anunciou nesta segunda-feira, 19 de janeiro, o afastamento da médica envolvida do Samu e a abertura de uma sindicância para investigar as circunstâncias do atendimento prestado. Em comunicado, a Secretaria ressaltou que a medida administrativa visa garantir a integridade do processo investigativo.
Este caso levanta questões sobre os protocolos adotados em situações de emergência e a importância de avaliações precisas para a identificação de vítimas em estado crítico. A situação atual da vítima, que permanece hospitalizada em estado grave, poderá ter implicações significativas para a atuação do Samu e a formação de seus profissionais.

Enviado a 4 meses atrás
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