


Não há alternativas
Morgan Stanley passou a restringir saques do North Haven Private Income Fund, um fundo de crédito privado de US$ 7 bilhões, depois que 11,6% dos investidores pediram resgates neste trimestre. A instituição está atendendo apenas cerca de 43% das solicitações, em um sinal de pressão crescente sobre esse tipo de ativo.
O movimento ocorre em um momento em que os pedidos de retirada aumentam em diferentes gestoras. No caso da Apollo, os saques foram suspensos em um grande fundo de private credit após os pedidos de resgate chegarem a US$ 2,4 bilhões, o equivalente a 16,8% do veículo. A gestora impôs ainda um limite trimestral de 5% para novas retiradas.
A suíça Partners Group também limitou os saques de um fundo de US$ 8,6 bilhões depois que os pedidos subiram para 9,8%, quase o dobro do teto permitido. A reação do mercado foi imediata: as ações da companhia caíram 13% em Zurique. Já a Blackstone Mortgage Trust emitiu um empréstimo de US$ 343 milhões ligado a um calote registrado em 9 de junho em um arranha-céu de Chicago. O financiamento de 2018 incluía cerca de US$ 159 milhões em títulos lastreados em hipotecas comerciais.
Esse tipo de restrição, conhecido como redemption gate, costuma ser visto como um sinal inicial de estresse se espalhando pelo sistema financeiro. Na prática, ele limita a velocidade com que investidores conseguem sacar recursos de fundos menos líquidos, como os de crédito privado, quando há pressão simultânea por resgates.

Enviado a 1 dia atrás
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