


Não há alternativas
A aceitação da homossexualidade entre os brasileiros apresentou queda nos últimos quatro anos, segundo pesquisa do Datafolha divulgada em 2026. O levantamento aponta que 72% da população concorda que “a homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedade”, contra 79% registrados em 2022. Apesar da redução, o índice permanece majoritário e acima dos níveis observados no início da série histórica, quando em 2013 a aprovação era de 67%.
A pesquisa, realizada presencialmente com 2.004 eleitores entre os dias 17 e 18 de junho de 2026, revela ainda que 20% dos entrevistados acreditam que a homossexualidade deve ser desencorajada, enquanto 8% não souberam responder. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais, o que indica que os dados refletem uma tendência consistente, embora com variações possíveis dentro desse intervalo.
O levantamento destaca diferenças significativas no grau de aceitação conforme o perfil religioso e demográfico dos entrevistados. Entre os católicos, 75% defendem a aceitação da homossexualidade, percentual que cai para 61% entre os evangélicos. A divisão por gênero também é notável: 76% das mulheres apoiam a aceitação, contra 69% dos homens. No âmbito político, o apoio varia conforme a preferência eleitoral, alcançando 81% entre eleitores do ex-presidente Lula e caindo para 65% entre os simpatizantes de Flávio Bolsonaro.
Esses dados indicam que, embora a maioria da população brasileira continue a apoiar a aceitação da homossexualidade, há uma retração que pode estar relacionada a fatores sociais, políticos e culturais que influenciam a percepção pública sobre o tema. A pesquisa do Datafolha reforça a importância de acompanhar as mudanças no comportamento e nas opiniões da sociedade, especialmente em um contexto marcado por debates intensos sobre direitos civis e diversidade.
A queda na aceitação também sugere desafios para políticas públicas e iniciativas de inclusão social, que dependem do apoio da população para avançar na promoção da igualdade e no combate à discriminação. O cenário apontado pela pesquisa deve ser considerado por autoridades, organizações da sociedade civil e setores envolvidos na defesa dos direitos LGBTQIA+ para ajustar estratégias e ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade brasileira.

Enviado a 3 semanas atrás
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