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Quatro pacientes experimentam recuperação de movimentos com polilaminina
Após a administração do medicamento experimental de origem brasileira, chamado polilaminina, quatro pacientes conseguiram recuperar movimentos em diferentes graus, um fato considerado um marco na medicina regenerativa no Brasil. Entre eles, Diogo Barros Brollo, de 35 anos, que se tornou paraplégico em decorrência de uma lesão medular total resultante de uma queda no Rio de Janeiro, teve uma recuperação significativa. Apenas um mês após o tratamento, Diogo conseguiu movimentar voluntariamente o pé e a perna.
A polilaminina é uma proteína desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a orientação da bióloga Tatiana Coelho de Sampaio. Atualmente, o medicamento está passando por testes clínicos conduzidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diogo é um dos dez pacientes que receberam autorização judicial para utilizar a substância em um procedimento sob a categoria de uso compassivo.
Nesta semana, a Anvisa também deu um passo importante ao aprovar a fase 1 do estudo clínico, que irá envolver cinco voluntários que sofreram lesões agudas completas na medula torácica entre as vértebras T2 e T10, desde que o trauma tenha ocorrido em até 72 horas. O foco inicial desses ensaios é avaliar a segurança da polilaminina.
A importância do desenvolvimento é ressaltada pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo diretor da Anvisa, Leandro Safatle, que destacaram que se trata de uma pesquisa inteiramente nacional, apoiada pelo Ministério da Saúde e realizada em parceria com o laboratório Cristália. O avanço na pesquisa pode potencialmente transformar os tratamentos existentes no Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo novas esperanças para pacientes com lesões medulares.

Enviado a 7 meses atrás
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