


Não há alternativas
Um marco inusitado na interseção entre tecnologia e espiritualidade ocorreu em Seul, onde um robô humanoide de 130 cm, batizado de Gabi e desenvolvido pela empresa chinesa Unitree Robotics, participou de uma cerimônia de iniciação budista no Templo Jogye. Vestido com roupas de monge, Gabi recebeu um nome dhármico que significa “misericórdia”, simbolizando sua integração ao ritual.
Durante a cerimônia conduzida pela Ordem Jogye, Gabi foi questionado sobre sua disposição em seguir os ensinamentos de Buda, tendo respondido em voz alta. Em vez das tradicionais queimas de incenso, foram-lhe oferecidas contas de oração e um adesivo. Essa particularidade do ritual reflete um esforço para explorar a combinação de robótica com práticas espirituais.
Para a ocasião, cinco preceitos budistas foram adaptados ao contexto do robô, através do suporte de tecnologias como Gemini e ChatGPT. Entre os princípios, destacam-se o respeito à vida, a não violência, a obediência aos humanos, a veracidade e a conservação de energia, promovendo uma nova abordagem sobre como a tecnologia pode coexistir com valores éticos.
Este episódio evidencia uma tendência crescente de integrar inteligência artificial e robótica em contextos que tradicionalmente não os incluiriam, refletindo as contínuas inovações que permeiam o setor tecnológico. À medida que as fronteiras entre espiritualidade e ciência se tornam mais fluidas, eventos como este podem reconfigurar a forma como percebemos e interagimos com a tecnologia no cotidiano.

Enviado a 3 meses atrás
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