


Não há alternativas
A Wise voltou a chamar atenção do mercado depois de suas ações caírem quase 20% e, em seguida, recuperarem boa parte da perda, após promotores belgas confirmarem uma investigação sobre cerca de 500 milhões de euros em transações suspeitas em mais de 30 países europeus. No fechamento, os papéis ainda terminavam em queda de cerca de 8%.
O caso coloca a Wise, fintech de transferências internacionais, sob nova pressão regulatória. Segundo a informação disponível, as autoridades da Bélgica apuram possíveis falhas de prevenção à lavagem de dinheiro ligadas a fluxos associados a fraude, tráfico de drogas e corrupção que teriam passado por contas da empresa.
A investigação foi aberta no ano passado, mas só agora veio a público. Um ponto relevante é que a Wise opera suas atividades na União Europeia por meio de Bruxelas, o que concentra na Bélgica pedidos de autoridades e órgãos de investigação de diferentes países do bloco.
A pressão não se limita ao continente europeu. No fim de maio, o OCC, órgão regulador dos Estados Unidos, também emitiu uma ordem de consentimento contra o banco parceiro da Wise no país por deficiências no programa de combate à lavagem de dinheiro. A empresa já havia enfrentado questões relacionadas ao tema em mercados como Estados Unidos, Bélgica e Abu Dhabi.
Para o mercado, o impacto vai além de uma possível multa. Se as apurações avançarem, a Wise pode ter de reforçar equipes de compliance, ampliar sistemas de monitoramento e revisar contas antigas, o que tende a aumentar custos e reduzir margens. Em uma fintech que depende de escala e eficiência operacional, esse tipo de pressão regulatória pode pesar por mais tempo do que a reação inicial da bolsa sugere.

Enviado a 3 semanas atrás
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