


Não há alternativas
Perfis oficiais do senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, divulgaram informações incorretas sobre sua formação acadêmica, ao afirmar que ele possui pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A universidade, no entanto, negou qualquer registro de que o parlamentar tenha cursado essa especialização na instituição. A campanha de Flávio Bolsonaro reconheceu o erro e informou que já solicitou a correção dos dados.
A informação equivocada estava presente em perfis oficiais do senador no Senado Federal e na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), além de constar na Wikipédia e em um perfil no LinkedIn, ambos retirados do ar após a identificação da inconsistência. A assessoria do candidato explicou que os dados incorretos podem ter sido extraídos de fontes não oficiais, como a Wikipédia, e classificou o caso como um “erro ou equívoco”.
Em resposta à polêmica, a equipe de Flávio Bolsonaro enviou documentos que comprovam sua graduação em Direito, concluída em 2006, uma especialização em Políticas Públicas obtida em 2012 e um MBA em Empreendedorismo finalizado em 2015. Contudo, não foram apresentados diplomas ou registros que confirmem a realização da pós-graduação em Ciências Políticas na UFRJ. A universidade também confirmou que apenas o deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, cursou Direito na instituição.
A menção à pós-graduação em Ciências Políticas fazia parte de uma nota biográfica oficial enviada pela campanha em julho e constava em um perfil do site da Agência Senado datado de 2019. A retirada das informações incorretas e a solicitação de correção indicam um esforço para ajustar os dados divulgados, mas o episódio levanta questionamentos sobre a verificação das informações acadêmicas em perfis públicos de políticos.
O caso reforça a importância da checagem rigorosa de dados em campanhas eleitorais, especialmente em um cenário em que a credibilidade e a transparência são fatores decisivos para o eleitorado. A situação segue em desenvolvimento, e novas atualizações poderão surgir conforme a apuração avançar.

Enviado a 7 horas atrás
Não há alternativas
Não há alternativas
Não há alternativas
