


Não há alternativas
O juiz Milton Lívio Lemos Salles, afastado das funções após ser flagrado consumindo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), continuará recebendo seu salário enquanto a investigação administrativa estiver em curso. Em junho de 2026, o magistrado recebeu o valor líquido de R$ 83.583,55, conforme informações oficiais. A decisão de afastamento foi tomada nesta terça-feira (11) pela Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Com o afastamento, os processos sob a relatoria de Milton Lívio foram redistribuídos entre outros juízes do tribunal para garantir o andamento das demandas judiciais. Além disso, o magistrado está proibido de acessar as dependências do TJMG e de utilizar veículos oficiais durante o período em que estiver afastado. O procedimento administrativo que apura o caso é sigiloso e segue as normas estabelecidas pelo CNJ, mantendo o sigilo para preservar a integridade da apuração.
Segundo a legislação vigente, magistrados afastados em processos administrativos continuam recebendo seus vencimentos até que haja uma decisão final. No histórico do juiz Milton Lívio, consta um processo disciplinar anterior, aberto em 2020, quando ele foi flagrado embriagado nas dependências do tribunal de uma desembargadora. Naquela ocasião, a punição aplicada foi uma advertência formal.
As possíveis sanções que podem ser aplicadas ao juiz, dependendo do resultado da investigação, variam desde advertência até a perda do cargo, incluindo a possibilidade de disponibilidade remunerada. O caso segue em apuração, e o cenário ainda não permite afirmar qual será a decisão definitiva das autoridades responsáveis pelo julgamento disciplinar.
O episódio reacende o debate sobre a conduta de magistrados e o impacto de comportamentos inadequados na credibilidade do Poder Judiciário. A manutenção do salário durante o afastamento está prevista em lei, mas também gera questionamentos sobre a efetividade das medidas disciplinares e a transparência dos processos internos nos tribunais. A continuidade da investigação será acompanhada de perto pelo público e pela comunidade jurídica, dada a relevância do caso para o sistema de justiça brasileiro.

Enviado a 10 horas atrás
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